Imagem de Pexels por Pixabay Gosto de escrever, Deitado no tapete da sala de estar, Com o caderno pousado no chão. Do silêncio do vazio dos cômodos, Dos sussurros leves dos ventos, Me vem os estros. Contudo, é do calor abrasador dos sentimentos Guardados no fundo do peito, Dos prazeres simplórios da vida, Que me vem essa paixão, Muitas vezes, incontida Por escrever. A poeira nas mobilhas antigas, O crepúsculo e a luz do amanhecer, O olhar curioso e o coração intuitivo, A força que faz chover, A vontade de ler um livro, As cantigas que fazem adormecer. As lembranças dos tempos antigos, Os momentos eternizados nas fotografias, O Amor, A família. No tapete da sala-de-estar vazia, Os ventos me trazem as palavras certas Para escrever uma bela poesia.