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Absorto

Imagem de Pam Patterson por Pixabay Os ventos e as chuvas moldam os montes; As palavras e os gestos moldam os corações. A humanidade anda com os corações abalados. Vemos ao longo dos tempos o ruir de muitas pontes  - Que conectam pessoas - devido as degradações Causadas pelo falta do amor ao próximo e os descasos Com a vida , sobretudo, com os sentimentos alheios. E nessa onda de se importar menos um com o outro, Vemos todo mundo, cada vez mais, em si mesmo absorto.

Livro Alado

  Imagem de  Pexels  por  Pixabay   Poemas novos estiveram guardados Na gavetinha da mesa-de-cabeceira. Os papéis onde estão gravados, Amarelos e manchados, Eram consumidos pelo tempo. E o que em seus versos dizem, Deveriam ser lidos a todo momento.   Ah, se o mesa-de-cabeceira falasse! Já teria espalhado aos quatro ventos Meus amores, minhas saudades Meus pesares e meus alentos Que transcrevi nos papéis, Que me vinham de sentimentos.   Todo encanto de palavras Bem organizadas, seletas e ritmadas, Que estavam se perdendo, Já teriam criado asas e voado. Seria um livro alado Voando ao encontro do coração De quem o estivesse lendo.