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Mostrando postagens de julho, 2020

Vídeo Poema: Estros

Imersa Nesse Mar

Uma vez o barco - o coração - Cercado pelo mar - o Amor - Vindo uma forte tempestade, Pode naufragar. E afogando, poucos podem suportar a dor; De alguém que se vai. Sufocando angustiantemente, Imersa nesse mar, A vida, no entanto, pode encontrar, Em um beijo vivificador, Um novo ar - vida  Num novo barco - coração  No mesmo mar - Amor.   (25 de Julho de 2010)

Talvez Indisplicente

Te senti resvalar em mim Quando o caminho era estreito Despertando em meu peito, Se nos olhamos no fim, O sentimento perfeito Chamado amor. O teu olhar não mente, No teu rosto, a cor, O teu corpo sem jeito Revela o que sente. Se é o mesmo amor, Talvez serei indisplicente Te beijando inesperadamente  No estreito corredor.

AMIZADE

Sentimento que unifica, A verdade pelo amor dita. A grande riqueza do homem, Que nem os anos consomem. O certo consolo na dor, Desse sentimento que se equivale ao amor, Mas que se chama amizade.

Coração Flexível

Tenho um coração feito borracha flexível como um balão; Parece pequeno, mas À medida que as pessoas entram, Ele se expande. Triste é quando as pessoas se vão, Fica um vazio que Ninguém pode preencher. Mas, ele tem crescido E só quando todo mundo Estiver dentro dele, Direi ter amado com toda convicção. Porque só quem ama tem um coração   Flexível como um balão.

Livro Alado

  Imagem de  Pexels  por  Pixabay   Poemas novos estiveram guardados Na gavetinha da mesa-de-cabeceira. Os papéis onde estão gravados, Amarelos e manchados, Eram consumidos pelo tempo. E o que em seus versos dizem, Deveriam ser lidos a todo momento.   Ah, se o mesa-de-cabeceira falasse! Já teria espalhado aos quatro ventos Meus amores, minhas saudades Meus pesares e meus alentos Que transcrevi nos papéis, Que me vinham de sentimentos.   Todo encanto de palavras Bem organizadas, seletas e ritmadas, Que estavam se perdendo, Já teriam criado asas e voado. Seria um livro alado Voando ao encontro do coração De quem o estivesse lendo.  

Estros

Imagem de  Pexels  por  Pixabay   Gosto de escrever, Deitado no tapete da sala de estar, Com o caderno pousado no chão.   Do silêncio do vazio dos cômodos, Dos sussurros leves dos ventos, Me vem os estros. Contudo, é do calor abrasador dos sentimentos Guardados no fundo do peito, Dos prazeres simplórios da vida, Que me vem essa paixão, Muitas vezes, incontida Por escrever.   A poeira nas mobilhas antigas, O crepúsculo e a luz do amanhecer, O olhar curioso e o coração intuitivo, A força que faz chover, A vontade de ler um livro, As cantigas que fazem adormecer.   As lembranças dos tempos antigos, Os momentos eternizados nas fotografias, O Amor, A família. No tapete da sala-de-estar vazia, Os ventos me trazem as palavras certas Para escrever uma bela poesia.