Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo estros

Toca-me

Imagem de Himsana por Pixabay Anjo! Ainda está aí? Toca-me com sua invisível mão E, por Deus, permita-me sorrir. Anjo, sei que tens estado aqui. Recordo-me das inúmeras vezes Que salvou-me das garras da morte Pegando-me em suas mãos, A mando de Deus, por isso sobrevivi. Anjo, peça para Deus vir até mim, Eu preciso de sua luz, meus inimigos Em grandes números estão a me oprimir. Ah... Como eu queria que se revelasse E, envolto em sua luz, me abraça-se. Ah, Deus! Porque me sinto assim? Entristecida minha alma se encontra. Faça toda tristeza chegar ao fim.

Alquimista

Foto de  Josh Hild  de  Pexels Um pouco de insanidade existe no que escrevo. Pois quem em sã consciência viveria inerte Em uma busca insana, quase que em desespero, À formula certa que, da essência da alma, compete Reestruturá-la em belíssimos e catárticos versos? No entanto, creio eu não ser neste Mundo o primeiro. Me sinto um aventureiro, destemido forasteiro que adentra Imprudentemente nas terras misteriosas de terceiros. Que assombrosos e belos mistérios devem haver Ocultos em cada distinta alma no íntimo de cada ser? Por Deus, eu preciso da essência!! Quase que alquimia É transformá-las em versos que cintilem nos universos Contidos dentro de cada homem, fazendo-os se comprazerem. Ah, Deus! Dê-me a fórmula certa antes que anoiteça o dia E eu não me recordes mais desse intenso desejo a me enternecer. Antes que meu coração pare e minhas mãos não possam mais escrever. Posso crer que chegará o dia, pois em ti minh'alma confia. Certamente não me abandonarás e com meus ...

Evidência

Imagem de lambhappiness por Pixabay Por amor, eu afrouxei os dedos, Suavemente abri minhas mãos, - Eu não queria sufoca-la - Então a vi voar livremente No vasto céu de possibilidades E retornar para os meus braços Por livre e espontânea vontade, E assim evidenciou-se o amor.

Viajante do Tempo?!

Indago-me ainda em confusão: -Em que ano acordei-me esta manhã? Vago confuso em meio a sublevação Que criou-se contra uma vacina. Onde estão Oswaldo Cruz e Pereira Passos? Entranho pois ainda ontem em afã Procurava em meio a uma multidão De incrédulos e revoltos terraplanistas, O destemido fidalgo português Fernão, Que fez a primeira circunavegação Trazendo-nos a estupefata notícia: - A Terra é redonda!! Tive minha comprovação. Serei de fato um viajante no tempo? Ou serão os tempos em distúrbios loucos? Receoso estou-me em acordar, Nas manhãs inesperadas que virão, E encontrar homens neandertais Canibalizando uns aos outros. 

Códigos Infinitos

Imagem de Freephotos por Pixabay Controversos são os meus passos aos da multidão. Aos antepassados ficar atento insisto; aos semeadores de almas. Espalhados seus fragmentos gritam - os posso ouvir. Um ser mínino sou em árduo processo de edificação. Disponho de tintas e folhas, e o desejo que se instaura, Dos códigos infinitos que eu almejo um dia construir; O sonho incondicional em criar bigbangs em cada ser, Quando atentarem aos meus fragmentos, em códigos, e traduzir. Pelo talento, à Deus, graças dou. Lisonjeado eu fico.  Mas prazer no Mundo maior não haverá, afirmo, Quando uma poesia minha for capaz de tocar o infinito, Que existe dentro da alma humana feita com tanto capricho.  Ah... E eu perco até o sono, tamanha é a ânsia, mas não lamento. A poesia faz a noite tornar-se dia e tudo fica mais bonito.

Sinos

Imagem de Devanath por Pixabay Ah sonhador, tuas palavras são instrumentos Que tecem mundos, do nosso, derivados. Descrevendo poeticamente todos os acontecimentos, Recriando almas, seres vivos e objetos inanimados. Dizem que vives em um perpétuo  sonho, Em um profundo e desequilibrado estado Onde a realidade, tão severa, não impera. Mas tu tens os pés no chão, firmados; Um em solo lunar; o outro, na Terra fixado. Certamente, deves ser grato; onde pisam seus pés, São terrenos fabulosos e místicos por muitos desejados. A sua perspectiva ao olhar para o mundo, Da alma, um mergulho intenso e profundo, É um dom sublime por muitos admirado. Exponha seu talento, use seu dom, assim Será, por Deus, grandemente recompensado E suas palavras, neste vasto Mundo, Ecoarão como sinos pela eternidade.

Contemplação

No espelho da tua alma mergulhei. Julguei que em ti haveria um mar, Mas, em ti, encontrei-me imerso Na vastidão imensurável do universo. Desacoplado do Mundo, o contemplei. Preso, por um momento, no espaço-tempo, Me vi perplexamente extasiado Com as grandes e cintilantes estrelas. O teu valor é inestimável, é imenso, Uma verdadeira jóia do universo. De fato, Não há quem não queira tê-la. Corpo celestial, que carregas um universo, Mergulhado em ti, desvenda-lo eu almejo. É um inegável desejo, eu confesso. Levado pela admiração, eu me perco Em meio as suas inúmeras constelações. Paralisado e extasiado estou, em contemplação. Oh Deus, quão bela é a sua crianção!

Evolução

Observei, não alheio, o Mundo Sem me parecer suficiente. Foi sentindo intensamente, Cada fragmento nele existente, Que comecei a poetizar.  Desde que o Mundo é Mundo, Os sentimentos que se aprofundam Dificilmente vê se findar. O Mundo é feito de ciclos, Por isso não se espante, Tudo na vida é inconstante; Num dia as lagartas rastejam, No outro, podem voar.  Assim se dá a evolução. Humanos são capazes de se adaptar. Adapte seu pensamento e visão, Há muito no mundo para se regozijar. Sinta, em tudo o que existe, O sentimento que lhe desperta; Até mesmo as pedras Podem te fazer sonhar.  Para isso, permita-se as mudanças. Cabeça dura, quando empaca, Dificilmente sai do lugar.  Seja como a lagarta; evolua. Assim, magníficos vôos irá alçar.

Aconchego

Continuamente o sol nasce e se põe, A lua surge no céu em suas transições, E o sentimento, quando verdadeiro, vê  tudo isso, Fazendo morada no mesmo peito. Os ventos mudam, passam a estações, As árvores trocam as folhas,  As aves fazem seus ninhos,  Põem seus ovos, Os filhotes nascem e logo voam.  E o sentimento,  Guardado no aconchego do peito, Se acomoda como um filho  Se acomoda no colo da mãe.  Existe cuidado, existe afeto,  Existe prazer em viver  Guardando-te em mim. 

Astronauta

A Lua, tão cheia de si, Sabe que me hipnotiza E fica lá do alto, Em meio as estrelas, Sempre a sorrir. Antes mesmo de tocá-la Eu perderia todo ar, Ficaria a orbitá-la. Seria eternamente seu. Contudo, devo preparar-me; Os anéis de saturno, buscá-los-ei. O meu amor hei de oficializa. A minha amada Lua, Diante do Universo, me unificarei.

Coração Fornido de Amor

  Aguardarei ansiosamente, Tentando tranquilizar-me, Acreditando que guardarás teu coração E que em teus pensamentos É meu rosto que se faz  Constante e insistente, Porque amas a mim e não a outro. Mas, em breve, tristemente partirei, No entanto, retornarei E, se ainda sentires o mesmo, A ti entregarei Meu coração fornido de amor.

"Guardiões Dessa Terra"

Estavam perdidos quando encontraram essas terras. Diziam ser seu Porto Seguro, Terra distante, que chamaram de Novo Mundo. Os que aqui habitavam, Já tinham costumes ancestrais; Caça, pesca, artesanatos, rituais.  Os estranhos foram acolhidos  Pelos povos nativos; Deram-lhes comida, abrigo, Compartilharam seus animais, Mas, os nativos foram julgados inferiores, Tentaram mudar suas vestes, Proibir sua língua, Endemonizar suas crenças, Acabar com seus costumes tradicionais. Não podemos esquecer, Também foram escravizados, Perseguidos e torturados. Por anos assim foram tratados. De preguiçosos eram chamados. Vistos como incapazes, Povos, que antes andavam livres, Em reservas, foram isolados Para serem controlados. Anos se passaram até conquistarem Direitos diferenciados, Antes, negado pelo Estado. Direitos esses, hoje, ameaçados Por um presidente vil Que, por ganância e poder, Quer explorar as riquezas Nas reservas indíge...

Joias de Marfim

  Deixo nos papéis, pedaços da alma, Pequenas doses de mim, Tão inconstante como o céu; Por vezes em tempestade, Outras vezes, em calma, Mais valiosas que joias de marfim. As vezes elas vagueiam, Sem muitos notarem, Fragmentos que incendeiam, Sentimentos peculiares, Que vasculham os seres, Sob interessantes olhares, Lendo-me profundamente.

Portões Secretos

  Procuro, nos livros, os distantes mundos que não ousei criar. Os livros são portões secretos para mundos novos e só através da leitura que podemos desvendá-los. - Kaique Cavalcante

O Poder da Imaginação

Eu sou criança que sonha em voar Com a força dos meus pensamentos. Que busca enfrentar os furacões e tormentos. Que procura a coragem para brigar Com os gigantes e escalar moinhos de vento. Que deseja viajar nas costas de dragões Cuspidores de fogo. Que tenta enfrentar as tempestades, Os trovões, os açoites, E espantar os fantasmas bobos Que me assombram nas noites. Eu só não quero que essa criança, que sou, Cresça e perca com o tempo O poder da imaginação; A força do meu pensamento.

Seja Como o Sol

Grandioso como o Sol que não se abala Quando algumas pessoas constroem obstáculo Para encobrir a sua luz, pois sabe, Que para muitos a sua luz é graça E não há como escondê-la.   Grandioso como o Sol que não se diminui Porque alguns procuram meios Para apartar o seu calor, porque ele sabe, Muitos querem senti-lo na pele.   Grandioso como o Sol que todas as manhãs Se eleva forte, imponente e, mesmo assim, Tem a humildade de se pôr e dar lugar a Lua Que espelha a sua luz.   Grandioso como o Sol que, Mesmo ignorado por alguns, Ainda os ilumina todos os dias. Grandioso. Seja como o Sol!  

Cativeiro

  Triste é o pássaro que nasce em cativeiro Não conhecendo, assim, A sensação de liberdade E em meio aos seus devaneios Ter de ver, querendo ser, Os outros pássaros, em felicidade, Voando livre no céu. Mais tristeza se vê, na verdade, Em um pássaro, que nasceu em liberdade, Vivendo aprisionado, Vendo reduzido o imenso céu, De que lhe foi privado,   Ao apertado espaço de uma gaiola.

Vídeo Poema: Estros

Talvez Indisplicente

Te senti resvalar em mim Quando o caminho era estreito Despertando em meu peito, Se nos olhamos no fim, O sentimento perfeito Chamado amor. O teu olhar não mente, No teu rosto, a cor, O teu corpo sem jeito Revela o que sente. Se é o mesmo amor, Talvez serei indisplicente Te beijando inesperadamente  No estreito corredor.

Estros

Imagem de  Pexels  por  Pixabay   Gosto de escrever, Deitado no tapete da sala de estar, Com o caderno pousado no chão.   Do silêncio do vazio dos cômodos, Dos sussurros leves dos ventos, Me vem os estros. Contudo, é do calor abrasador dos sentimentos Guardados no fundo do peito, Dos prazeres simplórios da vida, Que me vem essa paixão, Muitas vezes, incontida Por escrever.   A poeira nas mobilhas antigas, O crepúsculo e a luz do amanhecer, O olhar curioso e o coração intuitivo, A força que faz chover, A vontade de ler um livro, As cantigas que fazem adormecer.   As lembranças dos tempos antigos, Os momentos eternizados nas fotografias, O Amor, A família. No tapete da sala-de-estar vazia, Os ventos me trazem as palavras certas Para escrever uma bela poesia.