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Preciosidade

Imagem de jump1987 por Pixabay Não te preocupes, joia da minh'alma, Continuarei a segurar-te a mão Até que consigas caminhar livremente. Não deixar-te-ei quebrar ao chão. O apoiarei e o acompanharei constantemente. Levantar-me-ei contigo na alva E guiar-te-ei até mesmo na escuridão Para manter-lhe em segurança. Continuarei a fazer parte da sua vida, Mesmo que separe-nos o destino. Sempre fiques atento aos meus conselhos, E que ate-os ao seu coração. No Mundo, não há quem nos separe Quando trata-se de almas em liberdade Que abraçam-se em qualquer dimensão. Graças dou por ter-te, joia minha. Por ti tenho grande apreço, minha preciosidade, Minha obra prima, minha maior felicidade. Sangue do meu sangue, presente de Deus, Zelo por ti, resguardando-o em meu coração. 

Vídeo: Trecho da Poesia "Tragédia No Lar" de Castro Alves

Trecho da Poesia: Tragédia No Lar Autor: Castro Alves Declamado Por: Kaique Cavalcante Na Senzala, úmida, estreita, Brilha a chama da candeia, No sapé se esgueira o vento. E a luz da fogueira ateia. Junto ao fogo, uma africana, Sentada, o filho embalando, Vai lentamente cantando Uma tirana indolente, Repassada de aflição. E o menino ri contente... Mas treme e grita gelado, Se nas palhas do telhado Ruge o vento do sertão. Se o canto pára um momento, Chora a criança imprudente ... Mas continua a cantiga ... E ri sem ver o tormento Daquele amargo cantar. Ai! triste, que enxugas rindo Os prantos que vão caindo Do fundo, materno olhar, E nas mãozinhas brilhantes Agitas como diamantes Os prantos do seu pensar ... E voz como um soluço lacerante Continua a cantar: "Eu sou como a garça triste "Que mora à beira do rio, "As orvalhadas da noite "Me fazem tremer de frio. "Me fazem tremer de frio "Como os juncos da lagoa; "Feliz da araponga errante "Que ...