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A Pandemia e o Recomeço

  Imagem de  marcinjozwiak por Pixabay Me embriaguei com a vida e sorri, pelo simples fato de poder viver. O Mundo não é mais o mesmo depois que um vírus se espalhou e matou milhões de pessoas no mundo; muitas vidas se foram, inclusive aquelas que marcaram uma geração. Serei sempre grato a Deus por ainda estar aqui e poder saborear o prazer de viver, mas ficará a saudade de quem se foi. Se você está lendo isso aqui é porque também está sobrevivendo a esse ciclo sóbrio da humanidade em que mais perdemos do que ganhamos, em que o luto estava em todos os lares. Entenda que, como num ciclo, tudo se renova, mesmo que nunca mais volte a ser o mesmo que antes. Ainda temos a chance de recomeçar.

Paredes Mudas

Foi lendo que eu encontrei as respostas Quando o mundo estranhamente sucumbia. Desempregado eu me vi e, com o tempo, Esgotaram minhas economias, e eu não pude viajar. Isolado em meu apartamento eu me mantinha. Os livros me levavam para aonde eu desejava estar. Transportado em pensamento eu vivia histórias, Muitas eram felizes, aventuras não faltavam, Mas muitas outras, também, me faziam chorar. Conheci muitas culturas e lindíssimos lugares. Nos livros, a cada página, senti o poder da leitura, Que, como mágica, tiveram o poder de me curar. Eu viajei o mundo todo estando em clausura. Cada lauda, cada livro, fizeram minha alma revigorar. Da triste realidade eu fugia ao ler uma bela história Cheia de mistérios, fantasias e aventuras Em quanto que a única coisa que eu tinha Era o vazio dos dias entre as paredes mudas.

Joias de Marfim

  Deixo nos papéis, pedaços da alma, Pequenas doses de mim, Tão inconstante como o céu; Por vezes em tempestade, Outras vezes, em calma, Mais valiosas que joias de marfim. As vezes elas vagueiam, Sem muitos notarem, Fragmentos que incendeiam, Sentimentos peculiares, Que vasculham os seres, Sob interessantes olhares, Lendo-me profundamente.

Livro Alado

  Imagem de  Pexels  por  Pixabay   Poemas novos estiveram guardados Na gavetinha da mesa-de-cabeceira. Os papéis onde estão gravados, Amarelos e manchados, Eram consumidos pelo tempo. E o que em seus versos dizem, Deveriam ser lidos a todo momento.   Ah, se o mesa-de-cabeceira falasse! Já teria espalhado aos quatro ventos Meus amores, minhas saudades Meus pesares e meus alentos Que transcrevi nos papéis, Que me vinham de sentimentos.   Todo encanto de palavras Bem organizadas, seletas e ritmadas, Que estavam se perdendo, Já teriam criado asas e voado. Seria um livro alado Voando ao encontro do coração De quem o estivesse lendo.