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Livro Alado

 

Leitora
Imagem de Pexels por Pixabay 

Poemas novos estiveram guardados
Na gavetinha da mesa-de-cabeceira.
Os papéis onde estão gravados,
Amarelos e manchados,
Eram consumidos pelo tempo.
E o que em seus versos dizem,
Deveriam ser lidos a todo momento.
 
Ah, se o mesa-de-cabeceira falasse!
Já teria espalhado aos quatro ventos
Meus amores, minhas saudades
Meus pesares e meus alentos
Que transcrevi nos papéis,
Que me vinham de sentimentos.
 
Todo encanto de palavras
Bem organizadas, seletas e ritmadas,
Que estavam se perdendo,
Já teriam criado asas e voado.
Seria um livro alado
Voando ao encontro do coração
De quem o estivesse lendo.

 


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