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Mostrando postagens com o rótulo tempestade

Chovia

Imagem de ansgarscheffold por Pixabay Chovia. As nuvens densas e escuras Eram factíveis de apalpar. Constantemente chovia. Mas não lá fora. Chovia melancolia aqui dentro E a alma pesarosa vivia a se lamentar. Chovia. Continham, dentro de mim, Fragmentos frios do Mundo sombrio e turbulento Que, a minha espinha dorsal, faziam arrepiar. Chovia e eu bebia amargas águas Que em minha face escorriam sem cessar. Chovia, mas eu vi a chuva cessar, Vi as nuvens se dissiparem e o tempo mudar. Chovia... mas hoje não chove mais. O Sol irradia sua luz, me aquece, me preenche Constantemente com voluptuosa alegria.

Joias de Marfim

  Deixo nos papéis, pedaços da alma, Pequenas doses de mim, Tão inconstante como o céu; Por vezes em tempestade, Outras vezes, em calma, Mais valiosas que joias de marfim. As vezes elas vagueiam, Sem muitos notarem, Fragmentos que incendeiam, Sentimentos peculiares, Que vasculham os seres, Sob interessantes olhares, Lendo-me profundamente.

Imersa Nesse Mar

Uma vez o barco - o coração - Cercado pelo mar - o Amor - Vindo uma forte tempestade, Pode naufragar. E afogando, poucos podem suportar a dor; De alguém que se vai. Sufocando angustiantemente, Imersa nesse mar, A vida, no entanto, pode encontrar, Em um beijo vivificador, Um novo ar - vida  Num novo barco - coração  No mesmo mar - Amor.   (25 de Julho de 2010)