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Perfeito Dia

Imagem de hoahoa111 por Pixabay Vejo a chuva a se precipitar Em mais um dia frio e cinzento, Mas dentro de mim paira o sol Intensamente quente e luminoso. Estou em uma antiga cafeteria Todo empacotado de agasalho e cachecol Tomando um xícara de cappuccino quente e cremoso Que deixa no ar, da fumaça que sai, Um cheiro inconfundivelmente delicioso. Em minhas mãos, um livro Me conta uma história; Minha melhor companhia. Uma pausa para um gole. Distraído, o olhar se vai Pela longa rua, Analisando os carros, As pessoas bem agasalhadas Passarem com seus guarda chuvas Tentando não ficarem molhadas. Corre o tempo, Se consomem as horas E assim minha manhã se esvai Saudosa de ligeira alegria. E a sensação dentro de mim É a da paz e da tranquilidade, Quão perfeito é o dia.

Alquimista

Foto de  Josh Hild  de  Pexels Um pouco de insanidade existe no que escrevo. Pois quem em sã consciência viveria inerte Em uma busca insana, quase que em desespero, À formula certa que, da essência da alma, compete Reestruturá-la em belíssimos e catárticos versos? No entanto, creio eu não ser neste Mundo o primeiro. Me sinto um aventureiro, destemido forasteiro que adentra Imprudentemente nas terras misteriosas de terceiros. Que assombrosos e belos mistérios devem haver Ocultos em cada distinta alma no íntimo de cada ser? Por Deus, eu preciso da essência!! Quase que alquimia É transformá-las em versos que cintilem nos universos Contidos dentro de cada homem, fazendo-os se comprazerem. Ah, Deus! Dê-me a fórmula certa antes que anoiteça o dia E eu não me recordes mais desse intenso desejo a me enternecer. Antes que meu coração pare e minhas mãos não possam mais escrever. Posso crer que chegará o dia, pois em ti minh'alma confia. Certamente não me abandonarás e com meus ...

Chovia

Imagem de ansgarscheffold por Pixabay Chovia. As nuvens densas e escuras Eram factíveis de apalpar. Constantemente chovia. Mas não lá fora. Chovia melancolia aqui dentro E a alma pesarosa vivia a se lamentar. Chovia. Continham, dentro de mim, Fragmentos frios do Mundo sombrio e turbulento Que, a minha espinha dorsal, faziam arrepiar. Chovia e eu bebia amargas águas Que em minha face escorriam sem cessar. Chovia, mas eu vi a chuva cessar, Vi as nuvens se dissiparem e o tempo mudar. Chovia... mas hoje não chove mais. O Sol irradia sua luz, me aquece, me preenche Constantemente com voluptuosa alegria.