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Intenso IV

Agora recordo-me de um fato pesaroso Quando os seus pais, opondo-se, Separou-nos por um longo tempo. Carregadas de profundos sentimentos, Ao ver que igualmente me correspondia, As cartas que frequentemente te remetia Alimentavam em nosso peito, com fervor, O que nos entrelaçava, e nossas almas ardiam. Era o motivo do meu grande contentamento. E nas trevas, o amor mais uma vez voltou a nós iluminar, E tornaram-se belos os nosso dias.  (Vídeo de cottonbro de Pexels) Sigam nosso instagram:  @estros.poemas @kaique.cavalcante.ator

Viajante do Tempo?!

Indago-me ainda em confusão: -Em que ano acordei-me esta manhã? Vago confuso em meio a sublevação Que criou-se contra uma vacina. Onde estão Oswaldo Cruz e Pereira Passos? Entranho pois ainda ontem em afã Procurava em meio a uma multidão De incrédulos e revoltos terraplanistas, O destemido fidalgo português Fernão, Que fez a primeira circunavegação Trazendo-nos a estupefata notícia: - A Terra é redonda!! Tive minha comprovação. Serei de fato um viajante no tempo? Ou serão os tempos em distúrbios loucos? Receoso estou-me em acordar, Nas manhãs inesperadas que virão, E encontrar homens neandertais Canibalizando uns aos outros. 

Livro Alado

  Imagem de  Pexels  por  Pixabay   Poemas novos estiveram guardados Na gavetinha da mesa-de-cabeceira. Os papéis onde estão gravados, Amarelos e manchados, Eram consumidos pelo tempo. E o que em seus versos dizem, Deveriam ser lidos a todo momento.   Ah, se o mesa-de-cabeceira falasse! Já teria espalhado aos quatro ventos Meus amores, minhas saudades Meus pesares e meus alentos Que transcrevi nos papéis, Que me vinham de sentimentos.   Todo encanto de palavras Bem organizadas, seletas e ritmadas, Que estavam se perdendo, Já teriam criado asas e voado. Seria um livro alado Voando ao encontro do coração De quem o estivesse lendo.  

Ansiedade

Nada para fazer.  Fica comigo? Ah, o tédio! Espero tudo acontecer.  Ansiedade... quero um remédio.  Ah o tédio! Ah o tédio!  Passa a hora, mas o ponteiro  Fica no mesmo lugar.  Passa o tempo, mas não passa a hora.  Não passa! fica!  Fica, porque com você tanto faz,  Mas faz muita diferença Entre você ficar ou não.  Não precisa dizer nada. Só fica. Mas diga se quiser.  Ah o coração! Ele bate cego de delírio...  O tempo com você  É sempre um alívio. Vivo lívido amor.  Seja como queira:  Amor-amizade, Amor-amor,  Mas amor seja.

As Boas Sobras

Minha mente tragada pela memória Revive momentos que se findaram, Mas quisera não ter sido assim. Como um cão que desenterra seus ossos, Vivo a desenterrar meus momentos com você Pra, mais uma vez, saborear As boas sobras; As partes ruins o tempo e a terra consumiram. Agora fica no ar o cheiro E retorna a boca o sabor Como se fosse agora. Mas o agora é tarde. Eu só tenho a memória Do que um dia foi bom. (Kaique Cavalcante)