Imagem de Gerd Altmann por Pixabay Devo eu estar, deliberadamente, febril, De, ao máximo ponto, ter sérios delírios. Estou-me em choque, em perplexo espanto Com o aterrador espírito que vejo na minha frente. Nos meus olhos definitivamente não confio. Um fantasma de um passado distante Está a me olhar nos olhos. Me arrepio. Só pode ser, da vida, um castigo, Para viver esse momento aterrorizante. À loucura - me avalio - devo estar por um fio. Figura paterna que, para mim, se configurou, Nunca foi presente, fazia questão de estar ausente, De fato, na minha vida nunca existiu. Por Deus, fantasma errante e frio, Retorne para o lugar de onde saiu. Assim, voltarei a ser o que eu era antes.
POEMAS DE AMOR, ARTE E OUTROS SUBSTANTIVOS