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Borrão


Tentei te transformar em um borrão na minha mente e fiz um buraco em meu coração, foi onde eu caí e me afoguei nas muitas lágrimas que derramei por não te ter aqui.

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Escombros

  Imagem de Wokandapix do Pixbay Encontro-me de baixo de escombros. Vejo-me encolhido a espera do resgate. Sinto-me excluso, em total abandono. Alguém consegue me ver ou ouvir? Queria ter alguém em quem contasse. Ultimamente eu tenho tido um sonho, Que vôo bem alto e, por medo, vejo-me cair. Seria importante se em mim eu confiasse. Hoje eu me encontro um tanto tristonho, Sob os escombros da minha própria alma, Desejando encontrar um meio de sair. Existe um meio de uma alma reestruturar-se? Tento manter intacta a minha calma, Enquanto, introspecto, observo o ruir De minha alma que se encontra em total desgaste. Triste Mundo e maldoso que nos desalma. Mesmo diante das dificuldades, ainda estou aqui. Nunca deixei que o mundo me contaminasse. Mas é uma luta viver ao invés de só existir.

Viajante do Tempo?!

Indago-me ainda em confusão: -Em que ano acordei-me esta manhã? Vago confuso em meio a sublevação Que criou-se contra uma vacina. Onde estão Oswaldo Cruz e Pereira Passos? Entranho pois ainda ontem em afã Procurava em meio a uma multidão De incrédulos e revoltos terraplanistas, O destemido fidalgo português Fernão, Que fez a primeira circunavegação Trazendo-nos a estupefata notícia: - A Terra é redonda!! Tive minha comprovação. Serei de fato um viajante no tempo? Ou serão os tempos em distúrbios loucos? Receoso estou-me em acordar, Nas manhãs inesperadas que virão, E encontrar homens neandertais Canibalizando uns aos outros. 

Essencial

Foto de Katerina Holmes de Pexels Desloco-me em pensamento; Força interna, anseio máximo De não fazê-la sentir-se só. A saudade, como ácido gástrico, Causam-me úlceras, refluxo e nó Em meu peito fragilizado e abalado, Mas por ti resiste ferozmente meu coração. Para suportar as tantas mazelas, Coloco-me, em espírito, ao seu lado Segurando-lhe fortemente a mão. Pela força impetuosa do rígido destino Permanecemos em distanciamento. Apesar desse pesaroso e inesperado fato, Que está, insistentemente, a nos inibir, Amo-te como nunca. Esse desatino Faz intensificar, fortificando-me no coração, O amor verdadeiro, essencial e distinto Que estou nutrindo por ti. Que dele possa emanar a força Capaz de faze-la lutar e resistir A esses tenebrosos tempos, Até que a vida volte-nos a ter graça E nossos lábios voltem a sorrir.