Face a face com a grande lua.
Seu frio lume a tocar-lhe a pele.
Dentro, um peso ele trazia.
Diante dele, fez-se como um sonho,
Expondo sua alma nua e crua,
Do sentimento que da alma expele,
Mulher amada que um dia foi sua.
Hoje triste, mas ontem tão risonho,
Não esperava o apunhalar da vida.
A impetuosa tristeza ao seu peito se adere.
Noite fúnebre de dilacerante dor e agonia.
A amada, em um último adeus, o visita
Para dizer-lhe: "o amor verdadeiro nunca morre.
À morte, por teimosia, eu me oponho.
Nosso amor, tão verdadeiro, me ressuscita.
Viverei dentro de ti eternamente.
Mesmo com a imensa dor que te fere,
Quero que, com a sua vida, prossiga.
Recorde apenas os bons momentos
Que dividimos ainda em vida."

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